Ah… o amor!

Por Luis Augusto Akasaki

Vivemos uma busca insana pelo amor, um sentimento tão insano quanto a nossa busca por ele; uma sensação capaz de nos fazer contar os segundos ou até mesmo desejar que estes parem o tempo, para que possamos aproveitar ao máximo cada momento.

O amor não segue a razão, não possui manual, tampouco explicação; ele simplesmente acontece seja por empatia, química ou paixão. Mas afinal, o que é o amor? Já se fez essa pergunta em algum momento?

Estamos tão preocupados em não nos sentir só e em querer vencer a solidão amando alguém – alguém que tenha apenas qualidades e nenhum defeito – que acabamos nos esquecendo da verdadeira essência deste sentimento.

Vivemos numa época em que o individualismo é predominante na sociedade, estamos cada vez mais desacreditados ou desiludidos pelo falso amor e então passamos a crer ou nos iludir que somos seres auto-suficientes.

O mundo moderno desaprendeu o significado do companheirismo, de que quando se trata de amor, nos referimos a duas personalidades diferentes e que nem sempre irão concordar com os mesmos pensamentos e opiniões, e que em algum momento deverá saber ceder e em outros de compreender.

Saber ser companheiro é uma atitude baseada na maturidade da relação, é ter consideração e respeito com a diversidade de opiniões, gestos e pensamentos; é permitir estar junto sendo você mesmo; É ter coragem o suficiente para encarar os problemas, desafios e obstáculos e mesmo assim querer estar junto.

Ser companheiro é aprender que juntos é possível suportar dificuldades ainda maiores; que se realmente existir o amor, este sentimento irá se fortificar a cada obstáculo – mesmo após ter pensado que não seria possível suportar as divergências de personalidade. E que realmente cada pessoa tem seu valor, e, você, o seu próprio valor perante o amor.

Amar não é nunca errar, e sim saber perdoar. Afinal, não existem seres perfeitos, nossos passos pelo caminho da vida são compostos de erros e acertos; a cada novo dia um novo desafio, uma nova lição, um novo aprendizado. Isso é a vida: viver para aprender e aprender para saber viver.

4 comentários em “Ah… o amor!

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  1. Concordo completamente, as pessoas estão tão acostumadas em ter tudo o que querem com facilidade que acabam pensando em achar amor pra vender em algumas vitrines por aí. Amor assim completo, embalado, pronto pra abrir e se sentir amado.
    Mas amor é como cuidar de um bebê, é preciso ensinar a andar, ensinar as palavras certas, até ele crescer e conseguir andar por si mesmo, o que a maiora faz é adotar a criança e deixar ela lá esperando vê-la andar e falar por si mesma, dai só pode-se esperar o inevitável. Qual bebê conseguiria sobreviver por conta própria afinal?

    Bonito texto, hihi.

  2. No momento em que vivemos a (persona) se torna fragmentada e cheia de possibilidades, opta pela impulsão e esquece o fator razão que o torna confuso muitas vezes sugerindo “n” interpretações e situações para suas ações que em sua maioria nem se da conta.

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