Carta aberta ao carnaval

Em meio às críticas sobre a pegação, sujeira, bagunça, bebedeira e a violência que alguns associam ao carnaval, escolho olhar por outra perspectiva. Não sou tolo e reconheço que tudo tem seu lado negativo, mas, no meu ponto de vista, vejo união, diversão e alegria.

Não sou conhecido por ser especialmente sociável, mas o carnaval é a exceção que acolho, onde me entrego à magia sem qualquer julgamento, do exagero à simplicidade. Afinal, é um momento de celebração da liberdade.

São tantos blocos, cordões e pessoas incríveis que acredito que, sem tais experiências, eu não seria o mesmo. 2015 foi um ano desafiador, e onde tudo mudou, mas não no carnaval. Ali, minha vida se transformaria, embora naquele momento, isso jamais me assustaria.

Posso dizer que, de certa forma, o carnaval moldou quem sou e, até hoje, são nos dias de folia, quando coloco o brilho sobre a pele, que sinto os resquícios de alegria. Desde criança, me lembro de ficar acordado até tarde, fascinado pelos desfiles transmitidos na TV.

A explosão de cores e sons tomava conta da minha imaginação, e essa mistura de emoção e admiração permanece comigo até hoje. O carnaval é uma festa de comunidade; a beleza de ver tantas pessoas reunidas pelo mesmo propósito de celebrar a alegria sempre me emociona e é o que me faz ainda acreditar na humanidade.

Sendo assim, digo que, embora me tirem o carnaval, como aconteceu com a pandemia, nunca vão tirar minha alegria de recordar os carnavais vividos. Eu prometo!

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