
Em tons que vão do vermelho ao alaranjado, que formam algumas vezes de feixes de luz, desenham no céu uma paisagem belíssima e única. É a vida se expressando através das cores e que realçam as belezas naturais refletidas nas águas do rio Paraguai. Um momento onde a calmaria só é interrompida pelo ronco do motor da embarcação na qual navegamos, sentido a região da Serra do Amolar, próximo à divisa dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
É como se a cada viagem um novo sentimento surgisse, levando em consideração não somente a rota, o destino ou o caminho a ser percorrido, mas sim ao conjunto de sensações e objetivos que te levaram até ali. Um misto de alegrias e obrigações que nos forçam a refletir sobre nossas vidas, desconectando-nos de quaisquer ligações externas com o mundo moderno.
Uma maneira prazerosa de redescobrir a vida nos é apresentada através da simplicidade, característica que apesar de ser essencial para a felicidade, já não é muito utilizada na fórmula do sucesso atualmente. Mas ali, em meio aos contrastes da vida, o que possui legítimo valor é o aprendizado, as descobertas, o conhecimento e as diversas formas do amor.
Aprender com os mais sábios é (re)descobrir que não é preciso nada mais que o necessário para se viver; é querer conhecer o desconhecido e não ter medo disso; é aprender a sentir e amar e nunca se envergonhar por isso. É amar em toda sua plenitude, porque amar é cuidar, amar é respeitar. Talvez este seja o verdadeiro segredo daqueles que se encontram às margens dos rios que conhecemos e descobrimos um pouco mais a cada viagem com destino ao Pantanal.
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