Em pleno século XXI vejo nascer uma nova “guerra”, diferente de outras já ocorridas no mundo, que possuíam motivações religiosas, ideológicas e/ou territoriais, esta traz em sua “essência” a divergência sexual.

Recentemente uma matéria publicada por um site de notícias em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul (MS), com o título:Professor ataca “bichonas” da UFMS e defende fim de cursos “coloridos”, me fez refletir sobre o assunto e vendo os comentários compartilhados nas redes sociais entre héteros e gays, percebi o início de uma nova guerra que, aliás, se continuar nesta direção, poderá até ser comparada com a Primeira Guerra Mundial e ao nazismo.

Respeito as diferenças!

A referida matéria relatava uma opinião de um professor, postada em uma rede social, que leciona em uma instituição de ensino superior sul-mato-grossense, sobre algumas pichações a favor da homoafetividade nos corredores da universidade. Desde então observei que os comentários opinativos dos leitores limitavam-se as divergências sexuais ou o direito de liberdade de expressão, aliás, este é um direito de todos, sem qualquer distinção, garantido pela Constituição Brasileira.

Foi então que percebi que as pessoas estão tão focadas em defender seus ideais, opiniões e direitos, que esqueceram que antes de existirem tais leis, que nos enxergam apenas como cidadãos, somos seres humanos e devemos respeitar o próximo, valor que há muito tempo vem se perdendo nessa era de globalização.

Quando a bandeira de igualdade é levantada, na verdade defende-se um sistema capitalista ilusório, no qual as pessoas acreditam ser livres e que todos devem aceitar suas opiniões, caso contrário, isso se tornará um crime de preconceito. Igualdade entre os diferentes. Não parece contraditório?

Por um acaso o correto não seria defender o respeito, não pelo diferente, mas sim pelo ser humano. As “leis dos homens” podem e devem defender a igualdade de direitos entre as pessoas, independente de orientação sexual, religião ou etnia. Mas nós, seres humanos, não podemos obrigar que todos sejam iguais, tenham o mesmo pensamento e concepção de certo e/ou errado, pois sabemos que existem inúmeras diferença étnicas, culturais e até mesmo sexuais entre os mais de 7 bilhões de pessoas do planeta.

O que falta nesta tal sociedade é o respeito mútuo, pois nos preocupamos tanto em defender nossos direitos, seguindo leis e padrões impostos pelo sistema, que estamos perdendo nossa essência humana, deixando de aprender com as diferenças e conviver em harmonia

*Lembrando a todos que este é um texto pessoal para o meu blog, um texto opinativo e não jornalístico por isso não existe o critério de apuração nele.

 

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