O JOGO DA VIDA, A ARTE DE AMAR

Escrever sobre sentimento é sempre um desafio, porque nunca o sei como descrevê-lo, um nível de autoconhecimento que, apesar de quase três décadas de vida e experiência, ainda não alcancei.

“O amor — afirma o psicanalista alemão, filósofo e sociólogo Erich Fromm em seu livro A Arte de Amar — é a única resposta sadia e satisfatória para o problema da existência humana”. Todavia, a maioria das pessoas, acredito serem incapazes de desenvolverem suas capacidades humanas e atingir um nível em que este sentimento tenha uma importância real.

Não digo que somos incapazes de amar, mas não são todos que conseguem vivenciar com plenitude e compreender que o amor é composto de amadurecimento, confiança, autoconhecimento e coragem.

Nos tornamos reféns de uma sociedade alienada, onde só se é feliz se estivermos junto de alguém. Situação que faz com que façamos escolhas precipitadas baseadas em critérios seletivos fúteis, como se estivéssemos em um entrevista de emprego, com o objetivo de suprir uma necessidade social para fazer parte da “normalidade”, pois entendemos que só assim – dentro do padrão – alcançaremos a tal felicidade.

Foi assim que esquecemos dos sentimentos reais e nos tornamos consumidores romancistas, onde a vida tornou-se um jogo, e por muitas vezes, acreditamos ter a sabedoria de todas as respostas em nossa mente e correr riscos não está em nossos planos.

Nos damos conta da nossa ignorância quando somos obrigado a tatear pela escuridão, e olhamos um mundo caótico onde nada faz sentido. Então somos forçados a mergulhar em nosso interior, percebendo que passamos a maior parte do tempo tentando ser alguém que preenchesse os requisitos necessários, quando na verdade tudo que precisávamos fazer era agir naturalmente.

A irracionalidade humana quando se trata da relação entre duas pessoa é impressionante, pois  é algo que toma conta de suas mentes a ponto de não serem quem realmente elas são.

 

2 comentários em “O JOGO DA VIDA, A ARTE DE AMAR

Adicione o seu

Deixe um comentário

Acima ↑