AINDA HÁ ESPERANÇA?

Luis Augusto da Cruz AKASAKI[1]

A qualidade informacional e a democratização do conhecimento na sociedade contemporânea através da prática jornalística apresentam um declínio qualitativo, que vai desde o mercado de trabalho – que atualmente enfrenta os dilemas de uma sociedade que possui como critério a informação instantânea, fundamentada nos avanços tecnológicos, ocasionando em um paradigma da tecnologia da informação – até a formação universitária destes profissionais, onde o principal fator que contribui para essa realidade é a falta de incentivo de pesquisas científicas sobre o tema e a desqualificação do corpo decente das instituições de ensino superior.

A informação por meio da atividade jornalística tem como objetivo, ou pelo menos deveria, colaborar para que todos tenham um domínio pleno de leitura, escrita e interpretação através da notícia, contribuindo para a democratização da informação como ferramenta de exercer o direito de cidadania e a inclusão social, já que essa atividade possui como parte dos seus princípios a responsabilidade pela defesa dos direitos e valores humanos da sociedade. Porém a atividade jornalística atual tornou-se apenas uma técnica, ou seja, uma atividade puramente mecânica e não intelectual.

Vivemos uma convergência midiática que deveria ser benéfica para as praticas informacionais e a formação intelectual da população. Porém, a falta de uma política de incentivos e pesquisas acadêmicas relacionadas com o descompromisso governamental para a capacitação da população para a utilização dos sistemas e mecanismos de informação ampliou o abismo intelectivo na sociedade.

Para que haja mudança não podemos nos esquecer que a cidadania é um processo histórico de conquistas populares, através das quais, uma sociedade torna-se consciente, organizada e se faz ouvir através da processo comunicativo. Porém, a sociedade brasileira ainda não conseguiu unir o discurso dos seus direitos como cidadãos a uma prática cotidiana de cidadania realizada através da comunicação.

Uma alternativa sugerida por Philippe Meyer, jornalista, escritor e doutor em sociologia na França, é necessário um maior investimento em qualidade e em bons jornalistas, para que esses representem as massas e seus direitos através dos meios de comunicação.

A informação é a mais poderosa força de transformação do homem, tem capacidade ilimitada de transformar culturalmente o homem, a sociedade e a própria humanidade como um todo. Este é um ponto positivo oferecido pelas novas tecnologias, que pode abordar as perspectivas da informação e comunicação a serviço de uma sociedade participativa com ênfase na disponibilidade técnico-científico baseada em uma democratização informacional de cunho social transformativo.


[1] Estudante de Graduação 6º. Semestre do Curso de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo da UCDB – Universidade Católica Dom Bosco – Campo Grande/MS.

 

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